Para muitas pessoas, é difícil tomar um tempo para si. Surgem os primeiros autojulgamentos: “Vou deixar de cuidar de meu filh@? Estou sendo narcísica?”. Além desses julgamentos, aparecem outros pensamentos: “Prefiro me distrair, relaxar”.
Ao nos presenteamos com um mergulho individual e coletivo em nós mesmos, somos capazes de sobrevoar nossos abismos sem nos deixar levar pelos furacões e ondas de emoções. Tornamo-nos auto-observadores de nós mesmos. Assim, podemos atuar no mundo de maneira mais consistente, conectados com os ritmos e potenciais do nosso corpo em cada momento.

A natureza da vida é movimento e impermanência. A natureza de toda sensação é a mesma: impermanente. Se já sabemos que tudo se vai, por que nos apegar?
Os movimentos geram ciclos, criando oposições como contração e expansão, luz e escuridão, calor e frio, alto e baixo, centro e periferia. Isso pode ser percebido ao observarmos os ciclos da Lua, das estações, os nascimentos e mortes, a lagarta que se fecha em casulo e se abre em borboleta, os movimentos das marés, as órbitas dos planetas — e a nós mesm@s. Somos parte dessa mesma natureza e carregamos o universo em nós. Um dia, uma lunação, o ciclo menstrual, o ciclo de testosterona, um ano, o ciclo de vida de um ser — todos são ciclos, com seus ápices de expansão e contração.
Observar, estar presentes na natureza e acompanhar seus ciclos permite que adentremos e respeitemos também os nossos próprios ritmos. Sejam eles os ciclos da alimentação, do sono, das emoções ou dos pensamentos. É exatamente esse espaço que facilitamos nos Retiros de Silêncio e Jejum: um tempo de recolhimento para permitir que os ritmos sutis do corpo e da alma se expressem com clareza e sabedoria.
A vida, por sua vez, é impermanente, mutável — e ao mesmo tempo transcendente. Eterna.
Por trás de todas as superfícies das coisas, há algo que permanece. Existe um mar de perfeita consciência no qual sempre podemos mergulhar.
E, a cada momento, todo o imprevisto, o inesperado, o desconhecido está diante de nós — e o que nos acontece depende, sobretudo, da intensidade e da pureza da nossa fé. Entregar-se com coragem, seguindo o coração.
Calendário dos Retiros – 2024/2025
- 27 de novembro a 17 de dezembro
- 07 a 28 de janeiro
- 07 a 27 de fevereiro
- 07 a 27 de março
- 01 a 21 de abril
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Sobre os Retiros
Os Retiros de 21 Dias seguem um fluxo progressivo, voltado à desintoxicação física, mental e emocional por meio do jejum, da escuta do corpo e do silêncio. A proposta base é estruturada em três fases:
- Primeira semana: jejum a seco ou com água
- Segunda semana: sucos diluídos
- Terceira semana: sucos mais concentrados e alimentos leves, conforme a escuta de cada corpo
No entanto, cada processo é único. Respeitamos os ciclos e necessidades individuais, e quando necessário, integramos alimentos sólidos, com acompanhamento e consciência. A escuta do corpo é o que guia cada escolha.
Você pode escolher participar:
- Dos 21 dias completos, ou de apenas, 7 ou 14 dias
- De uma semana de sucos
- De uma semana de alimentação sólida consciente
Práticas Diárias
Durante o retiro, oferecemos práticas integrativas que auxiliam na sustentação e aprofundamento do processo:
- Pranayama e meditação
- Prática diária de silêncio e recolhimento
- Meditação ativa e consciência corporal
- Pintura de mandalas como expressão interior
- Banhos de sol e contato com a natureza
- Cantos, mantras, orações e decretos
- Leituras espiritualizadas e biblioteca à disposição
- Rodas de partilha com os participantes
- Suporte terapêutico individual, quando necessário
Algumas práticas são adaptadas conforme o momento do grupo, a energia do ciclo e o estágio de cada participante no processo.

