Começar um novo projeto, nas dimensões que ele foi no plano sutil foi desafiador.
Às vezes temos ideias mirabolantes,
sonhamos com coisas lindas e belas ou atingimos estados de consciência muito sutis. O grande aprendizado desse ano todo que passou se tratou disso. Fortalecer as estruturas: tanto nosso estrutura interna, quando as estruturas externas para que algo possa ser materializado.
Seguindo a tradicional técnica do Vipassana, por exemplo, existem duas asas concomitantes a serem trabalhadas: a atenção plena e a equanimidade. Se a atenção for plena, chegamos a sentir aspectos de nossa existência a partir de outra percepção, além da percepção mental. Porém, se não há equanimidade, podem vir à superfície sensações que nossa corpo não está preparado para aguentar, pois reagimos de forma igualmente intensa à essas sensações.
Algo parecido se aplica a um grande projeto. Como sonhar e principalmente, estruturar um local para vivenciar experiências materiais e espirituais? Primeiramente, estruturando nossa consciência interna e reconhecendo os passos que podemos dar, fazendo-o da forma mais altruísta e desinteressada possível. A entrega é um ponto chave para o desenvolvimento do amor, reconhecendo nossas aspirações e também nossas limitações. E assim foi. Mudamos os objetivos algumas vezes. Eram objetivos muito grandes e nós não havíamos nos dado conta. Decidimos diminuí-los e dar passos conscientes, sem esquecer das sementes que plantamos, pelo contrário, mas como boas agricultoras, reconhecendo o tempo certo da poda, da água, e da colheita.
Tempo, tambor de todos os ritmos, pedimos um acordo contigo, o movimento preciso e a velocidade precisa.
Teti e Kaliah

