Aprender a falar é aprender a escutar

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Como dizia Mirra Alfassa: “para conseguir verdadeiramente se expressar por 10 segundos, uma pessoa deveria ficar em silêncio por um dia inteiro. (…)Assim, para conseguir falar por 10 minutos, uma pessoa deveria ficar em silêncio por um ano inteiro”

Nos últimos anos, refleti muito sobre “saber falar”, “saber comunicar-me”, desde o coração, desde uma verdade. Muitas vezes, são minhas cascas ou meu ego que gosta de falar. Meu ego é um grande tagarela, tem vontade de se exibir, de se proteger, pensa que ele e os outros são coisas diferentes.

A vontade de aprender a se comunicar se intensificou com as aspirações de saber construir uma vida comunitária. Chegamos praticamente todos juntos no espaço, Eu, Fá, Maria, Diogo, Wesley e Cauã. Diogo, Wesley e Cauã não vão morar lá por muito tempo, porém, chegamos juntos, cada um com um hábito diferente, uma forma de ver o mundo diferente. Kaliah ainda está na Alemanha, assim, que todos os nossos alinhamentos ainda estavam no plano sutil e não no plano da realização.

Minhas vontades e expectativas com relação a determinados acordos de convivência do espaço como “zero uso de plástico” ou “alimentação vegetariana” foram por água abaixo. Eram regras e conceitos de perfeição pré-moldados na minha mente. No começo, ao ver tanto plástico gerado, fiquei muito triste. Principalmente por transcender ações que só diziam ao meu respeito. Eu não podia proibir o consumo de ninguém, tampoco dava conta de montar tijolos ecológicos com os plásticos de todos. Pode ser uma demanda superficial, porém me tocou observá-la, e MUITO.

O desenvolvimento do planeta acontece todo junto. Temos escolhas, podemos escolher brigar, criticar, julgar quem faz uso de algo que não concordamos, como podemos “deixar fluir”, ser coerentes e falar menos. Afinal, são muitas as incoerências que ainda vivo. Afinal2, ter convicções muito engessadas podem nos levar a caminhos de muita ignorância. Minha irmã veio nos visitar essa última semana e me ensinou algo muito essencial: a construção coletiva exige tempo, exige mudanças, exige acordos que são fluidos e mutáveis no tempo.

Nos últimos tempos, um ser humano chamado Diego vem em minha mente quase todos os dias. Nunca entendi muito bem porque admiro tanto a Diego. Cada vez que penso nisso, me aparecem motivos diferentes, percebi então que ele é um arco-íris. Cheio de lados encantadores. Diego me faz vibrar o melhor que habita em mim: todas as cores mais belas, alegras e esperançosas. Quando me sentia assim perto dele, percebi que éramos espelhos em algumas coisas. Às vezes, pensava que éramos o mesmo ser, habitando espaços diferentes do planeta. E, nas facetas que somos diferentes, acredito que viemos a nos ensinar. Quando algumas coincidências, sincronias e “telepatias” ou “intuições” *** começaram a se tornar frequentes, tive certeza de que éramos um único ser. Um ser que conseguiu encontrar um canal de comunicação para além do espaço e do tempo: o coração.

Em 2D, os dois círculos encontram-se separados, porém em 3D, eles são unidos pela estrutura toroidal. A mesma analogia da foto pode ser aplicada para nossa realidade tridimensional e realidades multidimensionais que não podemos apreender com os sentidos. Podemos estar aparentemente desconectados na terceira dimensão, mas com estruturas da 4a. dimensão ou mais quen nos conectam. (Fonte: CAPRA, F. “O Tao da Física”, 1975, Tradução Editorial Presença, 1989, Lisboa, Portugal)

Conheci Diego num evento sobre minhocas. O que me marcou nesse encontro foi que ele carregava um objeto (não vou me lembrar qual é, mas minha memória- muito provavelmente, modificada- se lembra de algo como um osso, ou um galho que parecia osso). Diego propôs um momento de podermos falar e nos expressar. Estávamos em círculo e só havia uma regra: quem tivesse esse objeto na mão, tinha a palavra. Os demais, escutavam. Quando o objeto começou a circular, percebi que não se tratava de um objeto comum, era um objeto mágico e guardava uma magia e intenção muito poderosa por trás: saber escutar o coração. E, saber escutar o coração não se tratava somente de escutar o próprio coração e se expressar, era escutar o coração do outro.

Faz um par de meses que não tenho notícias de Diego, às vezes tento falar com meu coração pra saber alguma notícia sua. Dessa vez, quis notícias mais paupáveis, assim que fui buscar notícias suas através das “redes”. Encontrei fotos muito lindas do Instituto de Permacultura na Amazônia que ele trabalha. Uma deles, com um círculo de abuelos (círculo de avós e avôs), onde um deles segurava um objeto no mesmo formato de varinha/microfone mágico do objeto do encontro de minhocas de alguns anos atrás. Mas dessa vez era uma flor. Tive certeza que era uma flor colhida por Diego e com a intenção de se escutar o coração. Percebi que qualquer objeto poderia se transformar nessa varinha mágica. Talvez tome anos para que um consiga fabricar alguma com tanto poder de escuta como os objetos que ele me entregou na mão, mas acredito ser possível.

Diego fala muito pouco e escuta muito. E escuta de forma muito atenta. Diego fala muito pouco e faz muito. É muito coerente em todas as suas ações. Acredito ser por isso que tantas pessoas lhe pedem conselhos. Quando decide falar, é muito preciso.

Um dia perguntei a Diego se ele já havia praticado “falar”. Me respondeu que aprendeu espanhol aos 11 anos e antes, só falava um quechua misturado com espanhol. Depois de explicar-lhe melhor a pergunta, me contou que sua mãe sempre escutava a todos os filhos e, depois que os filhos terminavam de falar, ela lhe dava sua opinião e conselhos. Me lembrei que sua mãe se chama Luz. E isso me tira risadas muito gostosas que só me confirmam que Diego é um “ser de luz”. Me lembrei também de quando ele me comentou que sua mãe organizava reuniões em casa, onde todos da família podiam compartilhar como se sentiam e eles organizavam os afazeres da casa da semana. Era um espaço de escuta coletiva.

Esses dias, peguei um boneco da Maria chamado “música”. Era um boneco de corda que tocava música conforme puxávamos a corda. Como demos banho no boneco, ele parou de tocar música. Ao menos, parou de tocar música audível. Maria está naquela fase onde suas frustrações são como grandes raios e trovões. Tive muita dificuldade em conseguir lidar com esses raios dela. Até que propus que pegássemos o boneco “música” e escutássemos nosso coração para conseguir nos expressar. Foi interessante, abri meu coração para escutá-la, Maria cessou por uns instantes seus raios para me escutar. Acho que para escutar a si mesma também.

Depois de aprender com Diego da possibilidade de escutar e falar com o coração- e ter a impressão de ter compreendido/vislumbrado/idealizado minimamente que somos capazes de nos comunicar para além do espaço e do tempo- aprendi da possibilidade de falar com as árvores. Nunca entendi como podia fazer isso, até que entendi que falar com as árvores era falar escutar algum lugar dentro de mim mesma- claro, sem criar confusões dos invólucros mentais. Aprendi também com Diego a ser paciente. O mundo dá tantas voltas e às vezes temos vontades de resolver as coisas numa pisada só, quando se pode esperar por uma volta ao Sol, uma volta da Lua, ou de nosso coração para saber o caminho a seguir. Esperar aqui, tem um significado de entender o tempo certo de um fruto madurar e não esperar por algo que está faltando.

De vez em quando é importante somente sentar, disfrutar, respirar e observar a luz de sol que penetra em nossa pele ou observar nossos pensamentos. Pensamentos são alimentos. Eles podem alimentar palavras ou alimentar ações. Observar o que pensamos é observar o alimento primordial do corpo mental. Observar as palavras é observar com o que regamos nossas relações. São um punhado de vibrações que entram e saem desse espaço imaginário que delimitamos como corpo.

Gracias Monique, gracias Diego e gracias Luz Gladys. De pouquinho a pouquinho, aprendo a ser mãe, aprendo a apoiar na organização da casa, a apoiar no cuidado do novo espaço e a construir devagarzinho, espaços e círculos onde possamos escutar com paciência nossos corações, conversar com nossas almas desnudas e construir coletivamente um plano físico de luz Divina.

Conectar-se com a alma no silêncio do coração é abrir caminho para a mais pura intuição.

**Por “fenômenos sincronísticos”, Jung subentende a coincidência significativa de um evento psíquico com ym evento físico, que não podem ser causamento ligados um ao outro e estão separados no espaço ou no tempo (por exemplo, o sonho que se realiza e o acontecimento que o prediz). Tais coincidências nascem do fato de que o espaço, o tempo e a causalidade, que para nossa consciência são discretos determinantes de acontecimentos, se tornam relativos ou são abolidos no inconsciente (…). A consciência reduz a processos aquilo que ainda é unidade no inconsciente e, por esse modo, dissolve ou obscurece a relação recíproca de acontecimentos no “mundo uno” [Aniela Jaffé, “The Influence of Alchemy on the world of C. G. Jung” , Spring, 1967, Irvig Texas, Spring Publications, University of Dallas, pags, 21 , 22]

*** Falar sobre intuição ou sobre ter tido alguma intuição é algo muito complexo quando o equilíbrio predominante das nossas ações está no campo do mental. Nas buscas milenares yogis em remover os abismos de Ignorância entre nossos koshas, os fenômenos dominados como “ocultos” começam a aparecer. Em sua própria natureza, a intuição é uma projeção da ação característica de graus superiores de consciência. Uma intuição pura é uma ocorrência rara em nossa atividade mental, pois o que chamamos por esse nome é em geral um ponto de conhecimento direto, captado de imediato e revestido de substância mental. É nesse “revestimento” mental que mora a confusão, pois antes de manifestar-se, essa “centelha”, “faísca”, “lampejo”de consciência que transcende o tempo e espaço é interceptada e “fagocitada” por um movimento mental, que pode lhe cobrir como uma sugestão mental verdadeira ou errônea. Está aí a importância de se preservar o silêncio mental ao sentir algo que se assemelhe ao um fenômeno do intuitivo.

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Como decía Mirra Alfassa: “Para que uno consiga verdaderamente expresarse por 10 segundos, una persona debería quedarse en silencio por todo un día. (…) Así, para que uno pueda hablar por 10 minutos, ese mismo debería quedarse en silencio por todo un año”.

En los últimos años, reflexioné mucho sobre “saber hablar”, “saber comunicarme”, desde el corazón, desde una verdad. Muchas veces, son mis cascaras o mi ego que habla. Mi ego habla mucho, tiene ganas de exibirse, de protegerse, piensa que él y los otros son cosas distintas.

Las ganas de aprender a “hablar” se intensificó con las aspiraciones de saber construir una vida comunitaria. Llegamos praticamente juntos en el espacio. Yo, Fá, Maria, Diogo, Wesley y Cauã. Diogo, Wesley y Cauã no van vivir allá mucho tiempo, pero, llegamos juntos, cada uno con un habito distinto, una forma de ver el mundo distinta.

Mis deseos y expectativas respecto a ciertos acuerdos de convivencia en el espacio, como “cero uso de plástico” o “comida vegetariana” se fueron por el desagüe. Eran reglas y conceptos de perfección preformados en mi mente. Al principio, al ver tanto plástico generado, estaba muy triste. Principalmente por trascender acciones que solo me atañen a mí. No podía prohibir el consumo de nadie, ni siquiera lograba armar ladrillos ecológicos con los plásticos de todos. Puede que sea una exigencia superficial, pero me conmovió observarla, y MUCHO.

El desarrollo del planeta ocurre todo junto. Tenemos opciones, podemos elegir pelear, criticar, juzgar quién usa algo con lo que no estamos de acuerdo, cómo podemos “dejarlo fluir”, ser coherentes y hablar menos.  Al fin y al cabo, hay muchas inconsistencias con las que todavía vivo. Al fin y a cabo[2], tener convicciones muy rígidas puede llevarnos por caminos de gran ignorancia. Mi hermana vino a visitarnos la semana pasada y me enseñó algo muy esencial: la construcción colectiva lleva tiempo, exige cambios, exige acuerdos fluidos y cambiantes en el tiempo.

Como la cuestión del plastico era algo que me tocaba más profundamente, pedí a todos que pudieramos hablar acerca de eso, acerca del sistema de reciclaje de Serra Grande y Uruçuca (que es muy precario) y, al final, decidimos que destinaríamos todo el plastico generado en la obra, en la propria obra. 

Diogo me comentó que ha hecho tres hornos solo con basura y me reí mucho. Usamos todo el plastico en el piso. A veces me cansaba mucho montando ecoladrillos y tambien prendiendo cinta por cinta que venieran en las tejas. Pero cada vez que alguna cosa encuentraba un destino, me quedaba feliz.

Últimamente, me viene a la mente casi todos los días un ser humano llamado Diego. Nunca entendí muy bien por qué admiro tanto a Diego. Cada vez que lo pienso me vienen diferentes razones, me di cuenta entonces que él es un arcoíris. Lleno de lados encantadores. Diego me hace vibrar lo mejor que vive en mí: todos los colores más bellos, alegres y esperanzadores. Cuando me sentía así cerca de él, me di cuenta de que éramos espejos en algunas cosas. A veces pensaba que éramos el mismo ser, habitando diferentes espacios del planeta. Y, en las facetas que somos diferentes, creo que hemos venido a enseñarnos a nosotros mismos. Cuando algunas coincidencias, sincronicidades y “telepatías” o “intuiciones” *** comenzaron a hacerse frecuentes, tuve la certeza de que éramos un solo ser. Un ser que logró encontrar un canal de comunicación más allá del espacio y el tiempo: el corazón.

En 2D, los dos círculos están separados, pero en 3D, están unidos por la estructura toroidal. La misma analogía en la foto se puede aplicar a nuestra realidad tridimensional y realidades multidimensionales que no podemos aprehender con los sentidos. Podemos estar aparentemente desconectados en la tercera dimensión, pero con estructuras de cuarta dimensión o más o más que nos conectan. (Fuente: CAPRA, F. “O Tao da Física”, 1975, Traducción Editorial Presença, 1989, Lisboa, Portugal)

Conocí a Diego en un evento sobre lombrices. Lo que me llamó la atención de este encuentro fue que llevaba un objeto (no recordaré qué es, pero mi memoria -muy probablemente modificada- recuerda algo como  una rama que parecía hueso. Diego propuso un tiempo para que hablemos y nos expresemos. Estábamos en círculo y solo había una regla: quien tenía este objeto en la mano, tenía la palabra. Los demás escuchaban. Cuando el objeto comenzó a circular, me di cuenta de que no era un objeto ordinario, se trataba de un objeto mágico y tenía una magia e intención muy poderosa detrás: saber escuchar el corazón. Y saber escuchar el corazón no era sólo escuchar el propio corazón y expresarse, era escuchar el corazón del otro.

Hace un par de meses que no sé nada de Diego, a veces intento hablar con mi corazón para saber algo de él. Esta vez, quería noticias más asequibles, así que fui a buscar noticias de él a través de las “redes”. Encontré fotos muy hermosas del Instituto de Permacultura en el Amazonas donde trabaja. En un foto, vi un círculo de abuel@s, donde uno de ellos sostenía un objeto con la misma forma de varita/micrófono mágico del objeto del encuentro de lombrices de hace unos años. Pero esta vez era una flor. Estaba segura que era una flor cogida por Diego y con la intención de escuchar el corazón. Me di cuenta de que cualquier objeto podía convertirse en esta varita mágica. Puede tomar años para que uno sea capaz de fabricar uno con tanto poder de escucha como los objetos que él me entregó en mis manos, pero creo ser posible. Creo también que la compreensión máxima de los seres se encuentra en compreenderse en silencio. Se uno es capaz de eso, la compreensión llegó a niveles más profundos.

Diego habla muy poco y escucha mucho. Y escucha con mucha atención. Diego habla muy poco y hace mucho. Es muy coerente en todas sus acciones. Creo que es por eso que tanta gente le pide consejo. Cuando decide hablar, es muy preciso.

Un día le pregunté a Diego si alguna vez había practicado “hablar”. Respondió que aprendió español a los 11 años y antes de eso solo hablaba quechua mezclado con español. Después de explicarle mejor la pregunta, me dijo que su madre siempre escuchaba a todos los niños y, después de que los niños terminaban de hablar, daba su opinión y consejos. Recordé que su madre se llama Luz, y eso me da risa, lo que solo confirma que Diego es un “ser de Luz”. También recordé cuando me dijo que su mamá organizaba reuniones en casa, donde todos en la familia podían compartir cómo se sentían y organizaban las tareas del hogar para la semana. Era un espacio de escucha colectiva.

En estos días, se pasó algo interesante con una muñeca de María llamada “música”. Era un títere de hilo que tocaba música mientras tirábamos el hilo. Mientras bañábamos a la muñeca, se danificó la parte eléctrica y dejó de tocar música. Al menos dejó de reproducir música audible. María está en esa etapa donde sus frustraciones son como grandes relámpagos y truenos. Me costó mucho lidiar con esos rayos suyos. Hasta que propuse que tomáramos el títere de la “música” y escucháramos nuestro corazón para poder expresarnos. Fue interesante, yo abri mi corazón para escucharla. María detuvo sus rayos por un momento para escucharme. Pienso que para escuchar a ella misma también.

Después de aprender con Diego sobre la posibilidad de escuchar y hablar con el corazón -y de tener la impresión de haber entendido/imaginado/idealizado un poquito de que somos capaces de comunicarnos más allá del espacio y el tiempo- aprendí sobre la posibilidad de hablar con los árboles. Nunca entendí cómo podía hacer eso (al final, ni siquiera mi “yo superior” yo escuchaba bien), hasta que entendí que hablar con los árboles era hablar escuchar algún lugar dentro de mí misma – por supuesto, sin crear confusión de las envolturas mentales. También aprendí de Diego a ser paciente. El mundo da tantas vueltas y a veces queremos resolver las cosas en un solo paso, cuando podemos esperar un regreso al Sol, un regreso a la Luna, o nuestro corazón para saber el camino a seguir. Esperar acá significa compreender el tiempo cierto de um fruto madurar, no esperar por algo faltante.

De vez en cuando es importante simplemente sentarse, disfrutar, respirar y observar la luz del sol que penetra en nuestra piel o observar nuestros pensamientos. Los pensamientos son comida. Pueden alimentar palabras o alimentar acciones. Observar lo que pensamos es observar el alimento primordial del cuerpo mental. Observar las palabras es observar con qué regamos nuestras relaciones. Son un puñado de vibraciones que entran y salen de este espacio imaginario que delimitamos como cuerpo.

Gracias Monique, gracias Diego y gracias Luz Gladys, poco a poco aprendo a ser madre, aprendo a apoyar en la organización de la casa, a apoyar en el cuidado del nuevo espacio y a construir poco a poco espacios y círculos donde escuchar con paciencia a nuestros corazones, conversar con nuestras almas desnudas y construir colectivamente un plano físico de luz Divina.

Conectar con el alma en el silencio del corazón es abrir camino a la intuición más pura.

**Jung entiende por “fenómenos sincrónicos” la coincidencia significativa de un evento psíquico con un evento físico, que no pueden relacionarse causalmente entre sí y están separados en el espacio o el tiempo (por ejemplo, el sueño que se hace realidad y el evento que lo predice). Tal las coincidencias surgen del hecho de que el espacio, el tiempo y la causalidad, que para nuestra conciencia son determinantes discretos de los acontecimientos, se relativizan o se anulan en el inconsciente (…) La conciencia reduce a procesos lo que sigue siendo unidad en el inconsciente y por lo tanto disuelve u oscurece la relación recíproca de eventos en el “mundo de la unidad” [Aniela Jaffé, “The Influence of Alchemy on the world of C.G. Jung”, Spring, 1967, Irvig Texas, Spring Publications, University of Dallas, páginas, 21, 22 ]

***Hablar de intuición o haber tenido alguna intuición es algo muy complejo cuando el equilíbrio predominante de nuestras acciones está en el campo mental. En las milenarias búsquedas de los yoguis por eliminar los abismos de la Ignorancia entre nuestros koshas, ​​empiezan a aparecer fenómenos dominados como “ocultos”. Por su propia naturaleza, la intuición es una proyección de la acción característica de los grados superiores de conciencia. Una intuición pura es una ocurrencia rara en nuestra actividad mental, porque lo que llamamos por ese nombre es generalmente un punto de conocimiento directo, captado inmediatamente y revestido de sustancia mental. Es en este “revestimiento” mental donde reside la confusión, porque antes de manifestarse, esta “chispa”, “destellos” de conciencia que trasciende el tiempo y el espacio es interceptada por un movimiento mental, que puede cubrir como una sugerencia mental verdadera o errónea.  Ahí radica la importancia de preservar el silencio mental cuando se siente algo que se asemeja a un fenómeno intuitivo.

Publicado por portalmãemirra

Somos um núcleo de convivência em comunidade e desenvolvimento da consciência, e nossas iniciativas têm como pilares a filosofia prática do Yoga Integral, os princípios da Educação Integral (propostos por Mirra Alfassa, a Mãe) e os preceitos de sustentabilidade da Agroecologia e saberes ancestrais da terra dos povos originários.

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